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Como diferenciar a sua escola da concorrência?

capa escola

Sumário

Saber o que realmente faz a diferença na sua escola é um grande passo para sair na frente da concorrência. As mudanças na educação caminham a passos lentos, mas especialistas apontam diferenciais que já são fortes tendências na Educação Infantil.

“As mudanças na educação dependem também de termos administradores, diretores e coordenadores mais abertos, que entendam todas as dimensões que estão envolvidas no processo pedagógico, além das empresariais ligadas ao lucro; que apoiem os professores inovadores, que equilibrem o gerenciamento empresarial, tecnológico e o humano, contribuindo para que haja um ambiente de maior inovação, intercâmbio e comunicação.”
Prof. José Manuel Moran

Nesse artigo, vamos elencar cinco formas para a sua escola se destacar, atender aos requisitos atuais e, ainda, melhorar a sua imagem no segmento educacional.

Professores capacitados

Em entrevista à Universidade Anhembi Morumbi, o Prof. José Manuel Moran destaca que professores e gestores precisam ser empreendedores, curiosos e acolhedores.

“É importante termos educadores/pais com um amadurecimento intelectual, emocional, comunicacional e ético, que facilite todo o processo de organizar a aprendizagem. Pessoas abertas, sensíveis, humanas, que valorizem mais a busca que o resultado pronto, o estímulo que a repreensão, o apoio que a crítica, capazes de estabelecer formas democráticas de pesquisa e de comunicação.”
Prof. José Manuel Moran

Moran alerta que, tanto na escola quanto na universidade dos dias de hoje, ainda prevalece o modelo tradicional de ensino. Ou seja, a transmissão da informação, professores mal preparados, mal pagos, pouco motivados e evoluídos como pessoas.

A princípio, o papel do professor na escola passa a ser mais amplo e avançado. Ele fica responsável pela análise e planejamento tanto individual quanto grupal em projetos de maior complexidade. São profissionais que devem estar aptos a orientar alunos mais avançados, que não se limitam a uma área específica de aprendizagem, e sejam mentores na vida profissional e pessoal.

“Hoje, todos os estudos e componentes científicos comprovam que cada pessoa aprende de uma maneira. Por isso, está muito valorizado no mercado aquele professor que percebe isso e utiliza metodologias ativas e diferenciadas.” Kátia Passos
(Pró-reitora da Universidade Veiga de Almeida. Entrevista ao Extra – Globo)

Segundo Yuval Noah Harari, em sua obra “21 lições para o século 21”, muitos especialistas em pedagogia defendem que a escola deveria passar a ensinar “os quatro Cs”:

  • Pensamento Crítico
  • Comunicação
  • Colaboração
  • Criatividade

Ou seja, a escola deveria enfatizar as habilidades que têm propósitos mais abrangentes na vida. Preparar o aluno para lidar com mudanças, aprender coisas novas e preservar o equilíbrio mental em situações que não lhe são familiares.

Ambiente e organização da escola

“A infraestrutura costuma ser inadequada. Salas barulhentas, pouco material escolar avançado, tecnologias pouco acessíveis à maioria.”
Prof. José Manuel Moran

Provavelmente, você foi da época em que ir à aula era sinônimo de sentar na carteira, ficar quieto, ouvir o professor e copiar no caderno. Felizmente, em algumas instituições, a metodologia de ensino vem acompanhando, aos poucos, as evoluções do mundo real.

Seja como for, o conceito de escola 3.0 não se limita à adoção das novas tecnologias, mas envolve uma mudança na cultura do ensino. Hoje, já não basta apenas proporcionar acesso a computadores e internet ou lousas interativas, mas, sim, adaptar a forma em que as escolas organizam seus alunos para o aprendizado. As salas de aula tradicionais dão lugar aos espaços mais abertos e integrativos.

Ainda assim, interação, personalização, experimentação e criatividade são premissas que fazem parte de um modelo diferenciado e atual para a sua escola. Agrupar os alunos pela compatibilidade de interesses (e não pelas tradicionais séries), aprender por meio de projetos interdisciplinares e estimulá-los a se manifestar, contribuir e interagir são ações que já estão sendo colocadas em prática nas escolas mais avançadas.

escola concorrência

Educação de qualidade

“O objetivo da educação é criar homens e mulheres capazes de fazer coisas novas.”
Jean Piaget

Para começar, ensino e educação têm conceitos diferentes. Segundo Moran, Ensino – no contexto escolar – trata-se de atividades didáticas que transmitem conhecimento sobre as matérias específicas (matemática, história, geografia). A Educação, além de ensinar, envolve todas as outras dimensões da vida, nos âmbitos intelectual, emocional e profissional, e é capaz de interferir no papel do educando na sociedade.

O resultado do ensino é visto ao final do processo por meio da avaliação escolar. Os resultados da educação aparecem a longo prazo.

“Ajudar o aluno a que acredite em si, que se sinta seguro, que se valorize como pessoa, que se aceite plenamente em todas as dimensões da sua vida. Se o aluno acredita em si, será mais fácil trabalhar os limites, a disciplina, o equilíbrio entre direitos e deveres, a dimensão grupal e social.”
Prof. José Manuel Moran

Mas, o que caracteriza a Educação de qualidade?

De forma geral, ela é composta por instituições inovadoras, abertas, que estimulam o diálogo e o debate. Essa última característica, muito comum nas escolas dos Estados Unidos, condiciona e prepara os jovens para situações culturalmente “desconfortáveis”, como falar em público, defender fundamentalmente uma opinião e a iniciativa de questionar, debater.

Contudo, a escola que possui uma infraestrutura adequada e atualizada também sai à frente para atingir uma educação de qualidade. Assim como professores capacitados e alunos motivados, com base emocional e intelectual.

O gênio Albert Einstein já abordava sobre o modelo escolar ideal. Suas sugestões vão ao encontro dos grandes desafios da atualidade na educação:

  • Comentários críticos de estudantes deveriam ser recebidos amigavelmente.
  • Deve haver um debate profundo sobre as personalidades que influenciaram a humanidade por meio de sua independência de caráter e julgamento.
  • A acumulação de material não deve sufocar a independência do estudante.
  • A vantagem competitiva de uma sociedade não virá da eficiência com que a escola ensina multiplicação e tabela periódica, mas do modo como estimula a imaginação e a criatividade.

Formação bicultural

É provado que o bilinguismo, além do seu papel social no mundo globalizado, estimula a criatividade e melhora as habilidades linguísticas e as funções cognitivas. Os benefícios dessa prática condizem às aptidões apontadas como importantes para a educação.

Sobretudo, mais do que proporcionar uma segunda língua no currículo escolar, a formação bicultural significa a compreensão de duas culturas naturalmente, o que exige uma imersão no segundo idioma desde a infância.

De certa forma, oferecer um programa bilíngue na grade curricular ou como atividade extracurricular é uma excelente oportunidade de agregar valor à escola infantil e capacitar o corpo docente para uma nova cultura educacional.

Apesar da crescente demanda pelo ensino bilíngue no País, as opções de escolas com esse modelo ainda são restritas, o que torna a metodologia ainda um diferencial competitivo. Falamos sobre esse assunto no artigo “O porquê do bilinguismo na educação infantil”.

Em suma, o biculturalismo é capaz de ampliar os horizontes, apresentar um novo mundo e, assim, proporcionar maior percepção pessoal.

Metodologias ativas

Um artigo recente publicado no jornal Los Angeles Times, sobre como tornar o colégio melhor para os alunos do ensino médio, conclui que a aprendizagem poderosa ocorre quando os alunos tentam produzir ou fazer algo consequencial.

Seja como for, a escola que adota as metodologias ativas com certeza possui um forte diferencial no seu plano de ensino, além de estar em conformidade com a educação 4.0. Esse método, como o próprio nome diz, gera um ambiente mais participativo, caracterizado por uma cultura Maker (aprender fazendo), onde os alunos passam a ser protagonistas.

Nesse sentido, entram em cena os projetos transdisciplinares, sobre problemas relevantes, muitas vezes reais, que conferem aos alunos habilidades de colaboração, investigação e criatividade.

Dessa forma, também é valorizada a personalização do ensino, na qual o ritmo e as aptidões do aluno são levados em conta e respeitados.

 “O desenvolvimento da ciência e das atividades criativas do espírito exige uma liberdade que consiste na independência do pensamento em relação às restrições do preconceito autoritário e social. Cultivar essa liberdade deveria ser o papel fundamental do governo e a missão da educação.”

Albert Einstein

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